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Crescer sem planejamento financeiro pode até dar certo por um tempo, e ainda é a realidade de muitos pequenos negócios no Brasil. Segundo a pesquisa "Hábitos Financeiros dos Pequenos Negócios", do Sebrae, 61% dos micro e pequenos empreendedores misturam contas pessoais e empresariais — um hábito que dificulta a leitura real do desempenho da empresa.
Na prática, essa falta de separação compromete o controle das margens, distorce a análise de custos e pode levar a decisões equivocadas de preço, investimento e expansão. O negócio até cresce, mas tende a avançar de forma desorganizada, com aumento de despesas, perda de rentabilidade e maior exposição a riscos financeiros.
O dado acende um alerta: antes de pensar em ampliar a operação, é preciso saber se a empresa tem controle sobre o próprio caixa. Sem informações financeiras claras, o crescimento pode deixar de ser sinal de sucesso e virar ameaça à sustentabilidade do negócio.
Nesse cenário, o planejamento financeiro integrado ao ERP (Sistema Integrado de Gestão Empresarial) deixou de ser tendência e passou a ser condição para a sustentabilidade. Operar no escuro, sem integração entre dados financeiros e operacionais, passou a representar risco real.
"Uma empresa pode literalmente quebrar mesmo vendendo muito", afirma Alysson Guimarães, fundador e CEO da LeverPro. Segundo ele, os sistemas de ERP deixaram de ser apenas registradores de notas fiscais e controle de estoque e passaram a funcionar como centros de visibilidade, planejamento e gestão quando integrados a soluções de gestão financeira e controladoria.
"Quando a gestão financeira passa a estar integrada a um ERP e conectada ao contador e às projeções do negócio, a empresa não está apenas controlando o que aconteceu, está planejando o que vai acontecer. Isso pode ser a linha tênue entre terminar o mês no azul ou no vermelho", diz o executivo.
Ainda assim, muitas empresas operam com baixa visibilidade financeira, apoiadas em planilhas e sistemas desconectados. Pesquisa da IDC indica que organizações com maior maturidade na integração de dados chegam a gerar até 3,7 vezes mais retorno em iniciativas de análise e inteligência.
Com os dados sincronizados em tempo real, a empresa passa a ter uma única fonte de informação confiável, o que permite identificar inconsistências e transformar dados em decisões. Entre os efeitos apontados estão a redução de custos indiretos, projeções de caixa mais confiáveis, cenários financeiros mais robustos e maior transparência contábil e fiscal, reduzindo riscos no fechamento mensal.
Fonte: Com informações de Contábeis
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